Continuando nossa viagem pela Europa, chegamos em Berlim! A capital da Alemanha nos recebeu com as temperaturas mais baixas que já pegamos na vida (rs..); ficamos nos graus negativos todos os dias, com algumas altas por volta dos 2 graus…

Ficamos hospedados em Mitte, bem na região central da cidade, o que foi ótimo, já que conseguimos fazer muita coisa a pé. Em nossa primeira manhã na cidade, saímos caminhando mais para reconhecimento do bairro e fomos parar em Alexanderplatz, um dos principais pontos da cidade, onde está a famosa torre de TV de Berlim.


Reconhecimento de bairro? Sim, e isso é muito importante; saber onde ficam as opções mais próximas para comer, a estação de metrô e/ou pontos de ônibus próximos, uma farmácia, um mercado… Lugares importantes aos quais você pode recorrer caso precise. Ah, também achamos uma loja de quadrinhos perto do hotel 😉

Muito bem, de volta à Alexanderplatz: a praça era o principal centro comercial da antiga Berlim Oriental. Ali está o mercado municipal da cidade e grandes lojas, como a galeria Kaufhof e a Saturn, de eletroeletrônicos. Também há mil maneiras de se chegar ali de transporte público: a pé, como nós fizemos, de metrô, de ônibus ou pela estação de trem, uma das maiores da cidade.


Também foi ali que experimentamos um dos pratos típicos de Berlim: o currywurst. Basicamente é salsicha branca com molho de tomate e condimentos diversos, sendo o curry, que dá nome ao prato, o principal deles. Em geral é servido com batatas fritas – e é uma verdadeira delícia! Vale muito a pena experimentar.


Em nosso segundo dia da cidade pegamos o trem rumo a Charlottenburg, no extremo oeste da cidade. É uma paisagem totalmente diferente do centro de Berlim; mais residencial, menos movimentada. O palácio, que recebeu o nome em homenagem à rainha Sophie Charlotte, da Prússia, tem estilo barroco e foi parcialmente destruído durante a Segunda Guerra Mundial. Foi reconstruído no final da década de 1940 e hoje é um museu-parada-obrigatória para quem é apaixonado por história. As salas são belíssimas, assim como os móveis da época. Dica importante: se for levar sua câmera, terá que pagar mais 3 euros além do valor do ingresso para clicar o interior do palácio.

 

Além da parte interna, o Schloss Charlottenburg também tem seus belos jardins que merecem ser apreciados. E, claro, o seu pátio de honra. Infelizmente ele estava sendo reformado durante a nossa visita :/ , pois a cidade inteira estava se preparando para a montagem dos mercados de Natal, super tradicionais por ali. 


Próxima parada: uma parada de verdade, o Checkpoint Charlie. Ali ainda existe um posto militar que ficava na fronteira entre a Alemanha Oriental e a Ocidental. Dependendo do lado que você está do posto, você vê a imagem de um soldado americano ou soviético.


Bem próximo dali você vê as marcações na rua de onde passava o muro de Berlim. Mexe com você a ideia de estar em uma cidade que passou por guerras, que já foi dividida ao meio. E os alemães fazem questão de deixar tudo ali, registrado. Quase que um aviso para que as gerações futuras não cometam os mesmos erros que seus antepassados. Afinal, acima de tudo, os alemães são um povo muito orgulhoso de sua pátria.

Como tivemos pouco tempo na cidade, elegemos um dos museus para visitar e o escolhido foi o Topografia do Terror. Ali é possível ver uma mostra sobre os crimes nazistas. O prédio, inaugurado em 2010, tem uma seção preservada do Muro de Berlim, que beira a Niederkirchner Strasse.


Outra região da cidade que merece a sua visita é onde fica o Tiergarten, principal parque da capital alemã. Antiga área de caça da realeza, tornou-se parque público no século XVIII; é cercado de prédios importantes política e economicamente e foi totalmente revitalizado após a reunificação do país. Sentar em um de seus bancos e admirar as cores do outono é obrigatório..

 

Ali perto também está o famoso Portão de Brandemburgo, o grande símbolo da cidade (ele está até estampado nos vagões de metrô). Em 1806 ele foi tomado da cidade e levado, por ordem de Napoleão Bonaparte, para a França. Em 1814, quando retornou, transformou-se em um símbolo da vitória. Foi restaurado recentemente, em 2002, e é simplesmente fabuloso.

Mesmo falando tantas coisas parece que falamos tão pouco. Berlim é uma cidade grandiosa, apaixonante e fervilhante. Com certeza voltaremos lá um dia, pois ainda ficaram tantas coisas por ver – o frio dessa época do ano, que fazia o dia virar noite às cinco da tarde e deixava as temperaturas negativas, faziam nossos passeios acabarem mais cedo do que gostaríamos. No verão, a Europa que nos aguarde… E ainda tem mais Europa para dividirmos com vocês; não percam!


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4 thoughts on “#29 – Berlim

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