Ler um livro de Dostoiévski foi uma novidade em dois sentidos: primeiro por nunca ter lido nada do autor, apesar de várias recomendações. Em segundo, por também nunca ter lido uma trama ambientada na Rússia. Em Noites Brancas, temos um desconhecido-conhecido por guia pelas ruas da cidade.

Explicamos: o protagonista da trama não tem nome. Pelo menos não nos é revelado. Tudo o que sabemos é que se trata de um solitário sonhador. O mundo que tem dentro de sua mente é tão nebuloso quanto a São Petesburgo pela qual caminha. As tais “noites brancas” acontecem quando o sol demora mais a se pôr, refletindo nas nuvens e dando um ar todo claro ao céu e à cidade.

A história começa quando nosso protagonista sem nome encontra uma mulher chorando na rua. Ele a segue, tentando entender o que está acontecendo, e acaba presenciando uma quase-cena de abuso. Ele a ajuda a se livrar do desconhecido e a acompanha até sua casa. Promete voltar na noite seguinte, para garantir sua segurança. A partir desse segundo encontro, eles começam a compartilhar suas histórias de vida.

noites-brancas-dostoievski 2

Pode parecer uma história irreal, mas assim era o Romantismo. Esse livro, super curtinho e rápido de ler, é colocado como uma obra da primeira fase de Dostô (estamos assim mesmo, íntimos!). Bem mais romântica e menos política, é talvez uma boa introdução à literatura do autor e aos russos como um todo.

Se está procurando uma sugestão para ler na Páscoa, entre um chocolate e outro, #ficadica 😉

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