Ainda não pensou em um presente para o Dia dos Pais? As lojas estão cheias de opções, mas nada parece ser bom o suficiente? Então é com você mesmo que queremos falar no post de hoje.

Um presente não precisa ser algo que cabe em uma caixa. Pode ser uma viagem ou um passeio! Tanto o meu pai quanto o do Leo – e talvez o seu também – são apaixonados por futebol. Um flamenguista e um santista com sede de bola, que fazem questão de estar em casa nos domingos a tarde para acompanhar mais uma rodada. Sendo assim, quando pensamos em um presente diferente, a ideia de leva-los ao Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, foi certeira.

Museu do Futebol Pacaembu 20

Chegamos na hora certa; havia acabado de começar uma visita guiada (tivemos essa mesma sorte quando visitamos o Projeto Tamar em Florianópolis e aconselhamos que, caso você tenha essa mesma chance, aproveite). Ao entrar, a primeira atração é uma réplica da taça da Copa do Mundo. A consagração máxima para quem trabalha com a bola nos pés.

Museu do Futebol Pacaembu 1

Subindo as primeiras escadas rolantes, chegamos efetivamente à entrada da mostra permanente do museu. Um vídeo que mostra apenas pés chutando bolas nos dá a dimensão da simplicidade do esporte – de fato, não precisa de muita coisa para jogar futebol. Entramos na primeira sala, onde vemos apresentados grandes nomes do esporte. Seu Rubens e seu Arlindo olham para as telas e paredes reconhecendo jogadores “do tempo que era bonito ver futebol”. Eu abro um sorriso quando vejo Marta e Formiga.

Torcedor poderia ser sinônimo de sofredor, independente do time. Torcedor passa por maus bocados, ainda mais no estádio. Antes de passarmos para a sala seguinte, uma experiência: estamos embaixo da arquibancada. Colocamos as mãos nos assentos de concreto: gelados. Era um dia daqueles em que o sol se recusa a esquentar – e se o torcedor também não se recusasse a ficar sentado, ia congelar. No calor, o extremo oposto. Torcedor sofre mesmo.

Museu do Futebol Pacaembu 8

A próxima sala é justamente sobre a torcida. Ainda embaixo da arquibancada, reproduções nas paredes e a ausência de ar condicionado dão o clima de torcida. Agradecemos mais uma vez por nossa visita ter sido em um dia de clima mais ameno. Nossos pais relembram as últimas vezes em que tiveram coragem de pisar em um estádio para ver um jogo ao vivo. Faz tempo.

Em seguida um ambiente repleto de quadros que contam a história do futebol através das pessoas que ajudaram a escrevê-la. Equipes, jogadores, políticos, torcedores. Dá para passar horas ali, identificando o que acontece em cada foto. Os costumes de cada época também estão ali representados; o esporte ajuda a contar a história do Brasil. E como ajuda.

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Meu pai se encaminha pelo corredor em direção a uma cortina preta. Vou atrás dele. Um sinal luminoso avisa para aguardarmos pouco mais de um minuto para entrar. É o tempo do Léo e dos pais dele se aproximarem. Sinal verde, entramos na sala. Apita o árbitro: copa de 1950. Perder no Maracanã para o Uruguai uma Copa que já estava praticamente na mão. A Taça do Mundo era nossa, mas não foi. E o aprendizado que ficou foi que Copa do Mundo, como diria o outro, só acaba quando termina. Até o último minuto.

A sala que traz a história das Copas tem totens com cada ano do campeonato e curiosidades sobre o que aconteceu dentro e fora dos gramados. Conquistas, derrotas, a história do mundo pela história do futebol. E sim, o 7×1 já está lá também, com vídeo. Lembra como parecia replay?

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O próximo ambiente é feito para se curtir em família. Grandes quadros explicam as regras do futebol e trazem curiosidades, como o jogo que teve 22 jogadores expulsos (!) e os maiores e menores públicos pagantes do Campeonato Brasileiro.  Nossos pais aprendem, relembram e se divertem. Ali também estão mesas de pebolim. Tomamos nossos lugares, pai versus filho. Perdemos de lavada.

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Para encerrar o espaço, uma sala com jogos, tanto virtuais quanto o clássico chute a gol, para passar horas brincando. As crianças amam essa parte! Os adultos…bem, nossos pais começaram a questionar se poderiam visitar o estádio. Querem esse último agrado depois de tantas histórias do mundo da bola.

Mais do que uma gravata, um pijama ou uma caixa de chocolates, uma experiência inesquecível certamente será o melhor presente para o seu pai. Rende risadas, conversas, uma boa história – e não tem nada melhor do que boas histórias para contar. Feliz Dia dos Pais!

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One thought on “#51 – Museu do Futebol

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